Concurso Público Raciocínio Lógico 3 — Questions and Answers
Question 1: Considere o silogismo: 'Todo servidor público é responsável. João é servidor público. Logo, João é responsável.' Esse argumento é:
- Inválido, pois a conclusão é muito ampla
- Válido e com premissas verdadeiras (Correct answer)
- Inválido, pois tem apenas duas premissas
- Válido, mas a conclusão pode ser falsa
Correct answer: Válido e com premissas verdadeiras
O argumento segue a forma válida do silogismo categórico (Barbara): Todo M é P; S é M; logo S é P. Se as premissas são verdadeiras, a conclusão necessariamente é verdadeira. O argumento é válido e sólido.
Question 2: Qual das alternativas apresenta uma falácia de apelo à autoridade?
- Se todos fazem, então deve ser correto
- O professor de matemática disse que o clima está mudando, portanto é verdade (Correct answer)
- Você é jovem demais para entender política
- Isso sempre foi feito assim, logo deve continuar sendo feito
Correct answer: O professor de matemática disse que o clima está mudando, portanto é verdade
Apelar à opinião de alguém fora de sua área de especialização é a falácia do apelo à autoridade (ad verecundiam). Um professor de matemática não tem autoridade especial sobre climatologia. As outras opções apresentam falácias diferentes: ad populum, ad hominem e apelo à tradição.
Question 3: Das premissas 'Nenhum réptil é mamífero' e 'Todo crocodilo é réptil', qual conclusão é válida?
- Todo mamífero é réptil
- Algum crocodilo é mamífero
- Nenhum crocodilo é mamífero (Correct answer)
- Algum réptil é mamífero
Correct answer: Nenhum crocodilo é mamífero
Se nenhum réptil é mamífero e todo crocodilo é réptil, então, por transitividade lógica, nenhum crocodilo é mamífero. Esta é uma inferência válida pelo silogismo hipotético com quantificadores universais negativos.
Question 4: O argumento 'Pedro pode estar mentindo ou enganado. Pedro não está mentindo. Portanto, Pedro está enganado' usa qual forma de inferência?
- Silogismo hipotético
- Modus ponens
- Modus tollens
- Silogismo disjuntivo (Correct answer)
Correct answer: Silogismo disjuntivo
O silogismo disjuntivo tem a forma: P ∨ Q; ¬P; logo Q. No argumento, temos a disjunção (mentindo ou enganado), negamos uma das alternativas (não está mentindo) e concluímos a outra (está enganado).
Question 5: Qual das seguintes inferências é INVÁLIDA?
- P → Q; P; logo Q
- P → Q; ¬Q; logo ¬P
- P → Q; Q; logo P (Correct answer)
- P ∨ Q; ¬P; logo Q
Correct answer: P → Q; Q; logo P
A inferência 'P → Q; Q; logo P' é a falácia da afirmação do consequente. O fato de Q ser verdadeiro não implica que P seja verdadeiro, pois Q pode ser verdadeiro por outras razões. As demais são formas válidas: modus ponens, modus tollens e silogismo disjuntivo.
Question 6: Considere: 'Se Ana passar no concurso, ela será nomeada. Ana não foi nomeada. Conclusão: Ana não passou no concurso.' Essa inferência é:
- Inválida — falácia da negação do antecedente
- Válida — forma modus tollens (Correct answer)
- Inválida — falácia da afirmação do consequente
- Válida — forma modus ponens
Correct answer: Válida — forma modus tollens
O modus tollens tem a forma P → Q; ¬Q; logo ¬P. No exemplo: 'Se passar → nomeada; não nomeada; logo não passou'. É uma inferência dedutivamente válida e amplamente usada em concursos.
Question 7: A afirmação 'Você não pode criticar minha proposta porque você mesmo já errou antes' é exemplo de qual falácia?
- Apelo à tradição
- Falso dilema
- Ad hominem (ataque à pessoa) (Correct answer)
- Apelo à ignorância
Correct answer: Ad hominem (ataque à pessoa)
A falácia ad hominem ocorre quando se ataca a pessoa em vez de refutar o argumento. Erros passados de alguém não invalidam logicamente seus argumentos presentes. É uma das falácias mais comuns em debates.
Question 8: De 'Todo político é corrupto' e 'Marcos não é corrupto', o que se pode inferir validamente?
- Marcos é honesto
- Marcos não é político (Correct answer)
- Algum político não é corrupto
- Marcos nunca foi político
Correct answer: Marcos não é político
Usando modus tollens com a proposição universal: se todo político é corrupto (P → Q) e Marcos não é corrupto (¬Q), então Marcos não é político (¬P). As demais conclusões não decorrem logicamente das premissas dadas.
Considere o silogismo: 'Todo servidor público é responsável.
João é servidor público.
Logo, João é responsável.' Esse argumento é: